domingo, 24 de abril de 2011

CAPOEIRAS E ORIXÁS

JANA
TÉCNICA MISTA
(60X80)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA

JOGO DOS ANGOLAS
TÉCNICA MISTA
(60X80)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA

RUM, RUMPI E LE PARA BERRA, GUNGA E VIOLA
TÉCNICA MISTA
(50X70)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA

SAMBA E OFERENDA

SAMBA PARA BÁRBARA
TÉCNICA: ACRÍLICO SOBRE TELA
(50X70)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA

SAMBA PARA CONCEIÇÃO
TÉCNICA: ACRÍLICO SOBRE TELA
(50x70)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA

SAMBA PARA SANT'ANA
TÉCNICA: ACRÍLICO SOBRE TELA
(50X70)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA

sexta-feira, 22 de abril de 2011

CAPOEIRAGEM, CANDOMBLÉ E POESIA

I

NAS RODAS DA MACUMBA, ATÉ AGORA ESTÁ SÓ,
CRIOULO BOM NO TOCAR, CRIOULO BOM NO CANTAR.
CORAÇÃO DE MULHER TU SABES AMARRAR,
CRIOULO DE FATO E LEI, NOS MISTÉRIOS DO EBÓ.

(PEGI-GAN – ALOISIO RESENDE)


TÉCNICA MISTA/TELA
(50X50)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA


II
VISTOSA SE LHE ENFUNA A AMPLA SAIA DE CHITA
NOS QUEBROS DA CORÉIA. E O SEU BALANGANDÃ
DE ZAZI E DE OMOLU, DE OXÓSSI E DE NANAN,
DE UMA DEUSA NAGÔ DEU-LHE A FORMA ESQUISITA.

(CAMDOMBE – ALOISIO RESENDE)


TÉCNICA MISTA/TELA
(50X50)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA

  III
VIVENDO DENTRO DE SI, DE MODOS QUASE ESQUIVOS,
SE VAI AO PAGODÔ, NAS NOITADAS DE FESTA,
A CURVATURA PEDE E DANÇA ERGUIDA E LESTA,
A VELHA ORIGINAL DE OLHOS PEQUENOS VIVOS.

(MÃE-FILHA – ALOISIO RESENDE)

TÉCNICA MISTA/TELA
(50X50)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA

IV

NEGRAS, PESADAS MÃOS, BATEM COM FORÇA
OS RIJOS COIROS PARA QUE SE EXPANDA
UMA PRETA QUE CAI NA SARABANDA
E O CORPO, EM ROSCAS, RÁPIDA, CONTORÇA.

(TERREIRO – ALOISIO RESENDE)

TÉCNICA MISTA/TELA
(50X50)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA


  V

FALA DE SI COM GARBO E COM CERTO ENTUSIASMO
DESCREVE FATOS TAIS QUE O PRÓPRIO CÉU DUVIDA,
FATOS QUE DE SE OUVIR ATÉ SE FICA PASMO,
QUE A GLÓRIA SÃO, TALVEZ, MAIOR DE SUA VIDA.

(MANOEL DE XANGÔ – ALOISIO RESENDE)

TÉCNICA MISTA/TELA
(50X50)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA


  VI

E O SOM DOS ATABAQUES, NADA PARCOS.
DENTRO DA NOITE, RÍSPIDO, RETUMBA.
É A DECANTADA, A CÉLEBRE MACUMBA,
NOS PORÕES VINDA DOS NEGREIROS BARCOS.

(TERREIRO – ALOISIO RESENDE)

TÉCNICA MISTA/TELA
(50X50)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA


VII

E A TENTAR, CADA QUAL, MAIS BONITA E LOUÇÃ,
VAI SEGUINDO DENGOSA EM DEMANDA DA FONTE,
DE BAILADOS ENCHENDO A PLÁCIDA MANHÃ,
POIS NÃO TARDA QUE O SOL, ENTRE OS CERROS, DESPONTE.

(MAIANGA – ALOISIO RESENDE)

TÉCNICA MISTA/TELA
(50X50)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA


 VIII

ANIMADO, COMEÇA, ENFIM, O SAMBA,
À VOLTA, TODA ALI, DA TAL FOGUEIRA.
E A MACUMBA SE FORMA, ENTÃO, LIGEIRA,
QUE A NOITE VELHA, AO LONGE, JÁ DESCAMBA.

(NO BAMBÉ – ALOISIO RESENDE)

TÉCNICA MISTA/TELA
(50X50)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA


IX

VAI DANÇAR IEMANJÁ, PROTETORA BONITA
DESTE RICO RINCÃO DE TERRA BRASILEIRA.
NO CENTRO DO TERREIRO, ONDE O SAMBA SE AGITA,
EM NEGRAS ONDAS SOLTA A BASTA CABELEIRA.

(IEMANJÁ – ALOISIO RESENDE)

TÉCNICA MISTA/TELA
(50X50)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA
 

X

QUANDO NA INTIMIDADE, ALI, NO SEU TERREIRO,
DEIXA COMO DE PARTE OS RECATOS E AS MANHAS
DEIXA, PARA SE VER O OUSADO MACUMBEIRO,
COM TREJEITOS EXPONDO AS MÚLTIPLAS FAÇANHAS.

(MANOEL DE XANGÔ – ALOISIO RESENDE)

TÉCNICA MISTA/TELA
(50X50)cm, 2011
GABRIEL FERREIRA

ABERTURA DA EXPOSIÇÃO BRINQUEDO DOS ANGOLAS E ORIXÁS

 GABRIEL FERREIRA EM UMA DAS SUAS MAIS IMPORTANTES MOSTRAS 

Ao longo da minha trajetória artística sempre pude contar com a ajuda dos amigos e, como não poderia ser diferente, nas aberturas das minhas exposições eles sempre se fizeram presentes. Fizeram-se presentes, assim como convidaram outras pessoas para prestigiar a minha forma de encarar a arte. A exposição BRINQUEDO DOS ANGOLAS E ORIXÁS: ALOISIO RESENDE E BEL PIRES foi bastante prestigiada pelo público, o CUCA (Centro Universitário de Cultura e Arte) através da Galeria de Arte Carlo Barbosa desempenhou o seu papel em fomentar o evento e divulgá-lo; dessa forma outras pessoas que não me conheciam puderam me conhecer e conhecer o meu viés imagético e a maneira com a qual trato a temática relacionada à exposição.

No transcorrer da abertura da mostra foram muitos os pontos observados nas duas manifestações da cultura negra, ora entrelaçados por mim nas 18 telas dispostas no ambiente da Galeria, assim com a relação que mantenho com elas, pois, estimulei o visitante a adentrar com suavidade naquele universo da mesma forma que o faz a poesia do Aloisio Resende quando toma o Candomblé em suas mãos e o dispõe em forma de verso a exprimir a sua admiração por ele; assim como o faz o Mestre Bel Pires que, tendo a capoeira de angola pulsando em suas veias, emociona-se à cada texto que escreve sobre o assunto em suas incursões sobre a história do tema, donde deriva a minha inspiração para compor as imagens. Bel é um grande companheiro de labuta e, devo a ele minha localização pessoal e artística nas dependências sociais da capoeira.

MESTRE DE CAPOEIRA DE ANGOLA E PROFESSOR/PESQUISADOR BEL PIRES
GRANDE CONTRIBUIÇÃO À MOSTRA DE ARTES

Marcou-se a noite do dia 19 de abril, sob o céu da cidade de Feira de Santana e dentro da Galeria de Carlo Barbosa, a manifestação da dança para Iansã, de uma das mais belas negras dessas "bandas". Karmem Silva fez encandecer o espírito do público que a assistiu, numa apresentação jamais vista naquele espaço. Considero ter sido o momento máximo do evento, donde, com certeza raios e trovões convergiram ao corpo daquela mulher maravilhosa, pela qual tenho enorme apreço e, na oportunidade, agradeço. O atabaque percutido por um dos seus alunos fechou os ouvidos dos ali presentes com a sua batida cortada por um ritmo que só os entes negros diaspóricos podem proferir.

KARMEM SILVA NA DANÇA PARA IANSÃ, BRILHANTE!

Então tudo se deu na paz de Oxalá. Entre pipoca branca, sorrisos e abraços ficam meus sinceros agradecimentos aos que compareceram à abertura, assim aos que visitaram e pretendem visitar a exposição. Ficam aqui registrados os meus agradecimentos ao apoio cultural da WS Fotografia e ao IMAQ, à gentileza e carinho da diretora do CUCA Celismara, assim com à coordenadora da Galeria Lígia Mota e à atenção especial dispensada pela Lívia.

Afetuosamente verso elogios e eterno agradecimento à minha mãe Gil Guerreira e à atriz Denise Medeiros por terem posto, de fato, a mão na massa para que a mostra ocorresse.

Por fim sinto-me satisfeito e emergido em gozo ao apresentar mais uma exposição com o traço, temática e idéia que muito me agradam, exprimindo minhas idéias da forma que mais me convém, independente de linha e/ou doutrina acadêmica. As telas estão à venda e serão dispostas, também, no meu Blog para que possam ser vistas, revistas e ampliadas para o mundo inteiro.

Um axé!

VEJA FOTOS DO EVENTO REGISTRADAS PELO VIVA FEIRA EM http://www.vivafeira.com.br/nossagaleria/EXPOSICAODEGABRIELCARLOBARBOSA/

domingo, 10 de abril de 2011

exposição - BRINQUEDO DOS ANGOLAS E ORIXÁS: ALOISIO RESENDE E BEL PIRES


BRINQUEDO DOS ANGOLAS E ORIXÁS: ALOISIO RESENDE E BEL PIRES
Autor: Gabriel Ferreira
Local: Galeria Carlo Barbosa/CUCA
Abertura: 19 de abril de 2011.
Período da mostra: 19 de abril a 15 de maio de 2011.




A temática exposição BRINQUEDO DOS ANGOLAS E ORIXÁS: ALOISIO RESENDE E BEL PIRES entrelaça duas manifestações na cultura negra que me aprazem muito: a Capoeira de Angola e o Candomblé.

Para colar estas duas manifestações, contei com a ajuda do trabalho de pesquisa historiográfica do mestre de capoeira e professor Bel Pires, o qual se engraçou com a poesia do Aloisio Resende (poeta feirense que viveu entre 1900 e 1941), assim como, contei com admiração pessoal que tenho pelo Candomblé.

Como o texto poético embala muitas das minhas ilustrações, facinei-me com a possibilidade de colocar tudo num mesmo prato de barro e despachar numa Galeria. Assim, segui inspirado pela poesia do Aloisio, chamado de Poeta dos Candomblés, pelo Bel Pires em alguns dos seus artigos científicos, para poder apresentar ao público mais uma das minhas aventuras pictóricas lastreadas em elementos textuais.

A mostra não é um apanhado geral a respeito da capoeiragem e do candomblé, não se trata de uma reedição acerca dos temas e sim uma abordagem bem particular através de pinturas com um discurso que versa, tece e aproxima as duas linguagens.

O Grupo Malungo, sob a coordenação do mestre Bel Pires, é grande incentivador do meu trabalho com a capoeiragem, pois, para além de emprestar o nome (Brinquedo dos Angolas), disponibiliza acervo fotográfico e bibliográfico para subsidiar a minha produção.

sábado, 12 de março de 2011

MOVIMENTOS DOS CAPOEIRAS

TELA 3 - CAPOEIRAGEM
TÉCNICA MISTA SOBRE PAPEL CARTÃO
(297x420)mm
2008

Por dois anos consecutivos abro minha temporada de exposições com a temática voltada para a Capoeiragem e, em 2011, com mais um pouquinho de dendê - como havia comentado antes. Contudo, o que mais me entusiasma é poder inserir-me neste universo social como colaborador e ostentador da prática da capoeira, não apenas como esporte ou luta ou, ainda como modelo estético temporal. Percebo a atividade como atemporal e expansiva, coisa que vai além da manifestação do Preto e salta a uma manifestação de qualquer indivíduo, desde que, sinta-se envolvido com o chamado do Berra-Boi para a roda e com o axé das palmas dos capoeiras. É um fenômeno saltar, cair em negativa, fazer queda de rins e solta rabos-de-arraia através de ilustrações tão realistas e ao mesmo tempo embebidas com as peculiaridades que me cabem como artista. Adentrar o mundo da capoeira como quem compra um jogo e se benze ao pé do berimbau, dá ousadia ao meu traço para que o mesmo exerça total liberdade de assumir suas formas com uma identidade cultural que não precisa de "olhos" ou "bocas" para imprimir o sentimento do capoeirista. Muito desse sentimento eu colhi na própria roda, senti o atabaque e a marcação do agogô, mas, nada se compara ao sentimento de um praticante do "movimento" para poder relatar com mais precisão o desenrolar de pernas e braços. Por conta disso é que me municio com o falar e com o linguajar de quem tem autoridade no assunto, para poder assim, devolver a sua retórica de forma mais próxima possível da realidade, mesmo deixando transbordar muita tinta.

BRINQUEDO DOS ANGOLAS E ORIXÁS



Estou trabalhando na mostra de artes plásticas que realizarei, em meados do mês de abril, na Galeria Carlo Barbosa do CUCA, em Feira. A temática da exposição entrelaça duas manifestações na cultura negra que me aprazem muito: a Capoeira de Angola e o Candomblé. Para colar estas duas linhas estou contando com a ajuda do trabalho de pesquisa historiográfica do mestre de capoeira e professor Bel Pires, o qual engraçou-se com a poesia do Aloisio Resende (poeta feirense) e, como a poesia embala muitas das minhas ilustrações, em geral, facinei-me com essa boa possibilidade de colocar tudo num mesmo prato de barro e despachar numa Galeria. Assim, estou inspirado na poesia daquele, chamado de Poeta dos Candomblés, pelo Bel Pires, para poder apresentar ao público mais uma das minhas aventuras pictóricas. Creio que no dia da abertura (com data ainda a ser confirmada pelo CUCA) poderei contar com outras linguagens como a Capoeira do Grupo Malungo e alguns outros parceiros do batuque e da dança afro, assim como, da presença significativa dos amigos, curiosos e críticos desse viés imagético cheio de dendê que pretendo dispor.


CAPOEIRAGEM ANTIGA
ACRÍLICO SOBRE PAPELÃO DE SAPATEIRO
(420x297)mm
2009

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A CIRANDA DE SOMBRAS

"A CIRANDA DAS SOMBRAS"
ACRÍLICO SOBRE TELA
(30x40)cm
2010


"qualquer coisa que floresça,
qualquer coisa que brote:
como o chorar, no desespero;
qualquer coisa tão viva como o desejo
que antecede
o sorriso,
que vem depois do brinquedo;
qualquer coisa em que a vida se derrame;
pois para isso
nos serve
o olhar profundo
( e nada é tão perplexo quanto o olhar de uma criança )
é no olhar
de um menino
que tudo se faz novo."

O trecho acima é do poema A CIRANDA DAS SOMBRAS do poeta Silvério Duque, o qual, em breve fará lançamento de mais um livro chamado CIRANDA DE SOMBRAS, donde, desenha em muitos dos seus versos, vivências da infância. Fato este que me chamou muito a atenção e me provocou a pintar a ilustração acima, a qual, será capa do Livro vindouro.

sábado, 15 de janeiro de 2011

A CARNE VIVA DE PATRÍCE DE MORAES

"AMOR EM CARNE VIVA"
ACRÍLICO SOBRE TELA
(40x50)cm
OUTUBRO DE 2010

Mais uma vez a poesia do sujeito conjacuipense Patríce de Moraes me rende muita inspiração. Depois de anos tranbalhando juntos com a temática erótica, eu e o Patríce (meu capanga da poesia) compomos uma parceria que desenha na história da produção artística uma visão (re)significativa a cerca da sexualidade, uma forma bastante sincera de encarar o "eu-lírico", envolvido por desejos canais, de maneira simples e livre de tabus e/ou preconceitos. O poeta traz toda a sua carga energética ao redor do tema com muito vigor, o que, sempre me chamou a atenção e chamou a atenção da minha predileção artística pelo corpo feminino, uma vez que, o Patríce me despertou para um lado erótico que não fere olhos e nem ouvidos, ele faz do cheiro que emana da obra um sentido próprio, atento aos sentimentos velados da mulher e do homem os quais vêm se perdendo sob o entulho da má interpretação e deturpação do sexo. Por conta disso sinto-me responsável pela manutenção de um exercício artístico distante do exercício caduco pornográfico que estraga alguns valores sociais. Sou um artista que se volta para dentro do sentimento humano - numa viagem visual - e devolvo para a humanidade um trabalho cheio de nuances bastantes pessoais. Particularmente tenho uma ou outra referência imagética para alinhar os meus desenhos e pinturas, contudo, tenho muito mais referências a não seguir quando se trata do nú, em si. Na poesia do "capanga" sinto muita leveza em transitar por versos que permitem um processo de recriação, através das minhas traçadas pessoais, das minhas impressões poéticas. Dessa forma e de posse de suas novas produções ver-se acima a fotografia da pintura que será capa do próximo livro do poeta, este que não exitou em convocar-me para determinado feito, uma vez que, fui eu quem pintou a capa do seu último livro, a saber, o Eurótico. Eurótico absorvidíssimo por mim tornou-se termo temático e uma das linhas do meu trabalho artístico. Linha de trabalho que vem me rendendo notoriedade, simplesmente pelo trato sutil que dou à sensualidade de corpos humanos entrelaçados dualmente ou, simplesmente, em si mesmos. Amor Em Carne Viva já existe no ventre dos muitos colaboradores e promete ser uma das grandes publicações na área. Estamos juntos trabalhando para promover lançamentos inesquecíceis, compostos de todas as linguagem que nos permitem a criatividade. Salve o poeta, salve Patríce de Moraes.  

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

UM ABRAÇO...

AMPLEXO
ACRÍLICO SOBRE TELA
(140x90)cm
DEZEMBRO DE 2010

Acima, a fotografia do último trabalho realizado por mim no ano de 2010. Uma boa despedida do ano: um abraço, na arte e pela arte. As dimensões da tela justificam o labor e o empenho que tive em sua elaboração e execução. Não é muito grande, contudo foi uma das maiores que já pintei. Além do mais, para os artistas que não se prendem aos tamanhos para justificar a grandeza dos seus feitos, recebam a minha pessoa humana como "par" da idéia de que arte não se valoriza por "metro quadrado" e sim, por quantidade de sentimento inserido na parição da obra. Ideia um pouco marxista, renovada, quando se remete o produto à quantidade de trabalho empregado (risos); mas, se à arte se permite muita cachaça, até que se transborde do copo e escoe pela mesa, deixo estas palavras como evocação do meu espírito artístico e marginal.
Não poderia deixar de citar as razões que motivaram essa pintura: trata-se de uma encomenda - carinhosíssima - de uma amiga, historiadora e amante das artes plásticas. Ela me deu o mote, os tons e o tamanho; No caminho fui tomado duma inspiração, daí cheguei a um resultado que muito me satisfez. Melhor ainda: acabei por satisfazer também a dona da tela que, manifestou entusiasmo diante da aquisição. Solicitou-me que publicasse, logo, a fotografia e os comentários devidos. Então, o fiz, como se verifica aqui.
Dessa forma e, a partir desse trabalho venho retomando os meus desenhos e pinturas, pois, diante de um ano novo, inspiro novos ares e novas possibilidades para criar e exprimir na forma de imagem as coisas que apreendo do mundo com suas belezas.