segunda-feira, 28 de junho de 2010

O que tenho do MACHADO DE ASSIS

"A CARTOMANTE"
ACRÍLICO SOBRE TELA
(70x80)cm, 2007.

"Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de Novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras."

a PARTIDA de Nívia Maria Vasconcellos

"PARTIDA"
ACRÍLICO SOBRE TELA
(60x40)cm, 2007

Essa é mais uma das inúmeras ilustrações inspirada na obra da poetiza Nívia Maria Vasconcellos. É a obra PARTIDA, cujo tema é homônimo ao conto escrito pela poetiza em 2007, do qual não disponho para postagem no momento, mas, credito e esse um valor literário muito importante dentro do contexto baiano.
Desconstrução da figura humana, melancolia, angústia e o peso do azul são características inscritas, pictoricamente, em muitos dos escritos de Vasconcellos, os quais me dão muito tesão; sem falar que, misturado a isso tudo trago os retalhos do que se poderia chamar de vida em fragmentos diversos.
Da matemática creio que herdei as curvas não-euclidianas para dissipar a sedução das linhas femininas, sempre presentes em minha obra. Contudo, eis mais um trabalho, o qual foi uma encomenda especial da poetiza para um "lugar" especial na história.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Arranjos

SEGUNDO ARRANJO PARA VIOLÃO
ACRÍLICO SOBRE TELA
(70x50)cm, 2009.

Esta tela faz parte de uma série permanente de pinturas intitulada de Musicalidade. São composições decorativas voltadas para a decomposição de violões, violas, bandolins e instrumentos de corda em geral; assim como, também, para a decomposição de instrumentos de percussão. Os temas que se inscrevem para estes trabalhos são inspirados em canções e/ou, simplesmente, em características de alguns músicos conhecidos. O perfil decorativo também serve como plano de fundo para outras imagens, assim como o fiz em Arranjo Para Flauta Doce, do qual, infelizmente não tenho fotografia para dispor neste Blog.
Assim, por pintar também neste estilo acabo por me envolver com a decoração e com a alegoria das cores que brotam com o escutar de boa música.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Alguns desenhos




Estes são alguns desenhos de 2006, ano em que pude lançar, de forma independente e em pouquíssimas cópias, o meu livro de ilustrações. Como o desenho é a base para o meu trabalho artístico dou valor incomensurável a esta representação pictórica, ainda mais que, desde os 3 anos de idade desenvolvo o traço para dar graça à minha vida.
Estes trabalhos são, como muitos outros, inspirados em poesias, da melhor forma que eu posso encará-las: com muito tesão!








sábado, 19 de junho de 2010

Um Jorge de Lima Ilustrado

O ACENDEDOR DE LAMPIÕES

"O ACENDEDOR DE LAMPIÕES"
ACRÍLICO SOBRE PAPELÃO PARANÁ
2008

Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
Este mesmo que vem infatigavelmente,
Parodiar o sol e associar-se à lua
Quando a sombra da noite enegrece o poente!
Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite aos poucos se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade,
Como este acendedor de lampiões da rua!

Jorge de Lima.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Franciscas

Há algum tempo me deleito com a ilustração da essência de mulheres em canções do Chico Buarque de Holanda. Chamo carinhosamente de Franciscas, as telas que pinto em homenagem àquelas que também inspiraram ao Chico. Óbvio que não temos o mesmo parâmetro contemplativo, muito menos são as mesmas mulheres a razão que nos move para este lugar artístico. Enquanto o Chico escreve, eu pinto a sua obra poética cantada, sua musicalidade, seu embalo harmônico. Com isso sorvo daquele grande ícone da música brasileira o contorno para criar, ocasionalmente, coleções de pinturas que só me trazem mais e mais inspiração.

Abaixo tem-se as postatagens da última coleção:

CAROLINA
ACRÍLICO SOBRE TELA
(80x80)cm, 2007

GENI
ACRÍLICO SOBRE TELA
(80x80)cm, 2007

CECÍLIA
ACRÍLICO SOBRE TELA
(80x80)cm, 2007

BEATRIZ
ACRÍLICO SOBRE TELA
(80x80)cm, 2007

Camelo Inspirado

"TODO CARNAVAL TEM SEU FIM"
ACRÍLICO SOBRE TELA
(50x60)cm, 2007




Todo Carnaval Tem Seu Fim
Los Hermanos

Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia ainda de pé o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
Mas o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo...
Toda rosa é rosa por que assim ela é chamada
Toda Bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
É o fim, é o fim
Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz
Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz

terça-feira, 15 de junho de 2010

Entre Gil e mim: Refavela

"REFAVELA"
TÉCNICA MISTA SOBRE TELA
(40x85)cm, 2009

AIaiá, kiriê
Kiriê, iaiá

A refavela
Revela aquela
Que desce o morro e vem transar
O ambiente
Efervescente
De uma cidade a cintilar

A refavela
Revela o salto
Que o preto pobre tenta dar
Quando se arranca
Do seu barraco
Prum bloco do BNH

A refavela, a refavela, ó
Como é tão bela, como é tão bela, ó
A refavela
Revela a escola
De samba paradoxal
Brasileirinho
Pelo sotaque
Mas de língua internacional

A refavela
Revela o passo
Com que caminha a geração
Do black jovem
Do black-Rio
Da nova dança no salão

Iaiá, kiriê
Kiriê, iaiá

A refavela
Revela o choque
Entre a favela-inferno e o céu
Baby-blue-rock
Sobre a cabeça
De um povo-chocolate-e-mel

A refavela
Revela o sonho
De minha alma, meu coração
De minha gente
Minha semente
Preta Maria, Zé, João

A refavela, a refavela, ó
Como é tão bela, como é tão bela, ó

A refavela
Alegoria
Elegia, alegria e dor
Rico brinquedo
De samba-enredo
Sobre medo, segredo e amor

A refavela
Batuque puro
De samba duro de marfim
Marfim da costa
De uma Nigéria
Miséria, roupa de cetim

Iaiá, kiriê
Kiriê, iáiá.

(Refavela - Gilberto Gil)

Gente do Chôro

GENTE DO CHÔRO
ACRÍLICO SOBRE TELA RETALHADA
(70x70)cm, 2006

Esta é uma das telas de minha autoria que, particularmente gosto. Gosto pelos elementos, pelas cores e pelo motivo. Pelo motivo digo da afeição pela música e pelos amigos, pela paixão pelo chorinho e pelo agrupamento que me lembra um agrupamento de senhores boêmios. Vejo nela o perfil do Silvério Duque empunhando sua clarineta, assim como o Mário Oliveira e o Deivisson Leão em seus violões e, claro, sem falar que me lembra muito a mim mesmo aquele sujeito com pandeiro de couro (risos). Muito embora nem o Mário e nem o Devisson sejam canhotos, eu deixo a referência para meu amigo Sérgio Canhoto, contrabaixista, um dos melhores músicos que conheço.
Esta é uma das telas da acervo particular da poetisa Nívia Maria Vasconcellos, a qual, guarda com muito carinho o referido trabalho.

sábado, 12 de junho de 2010

Premiado no Salão de Artes Visuais da Bahia em Feira de Santana

Mais uma vez tive o privilégio de ser premiado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia em mais uma das edições dos Salões Regionais de Artes Visuais. Das cinco edições que participei três delas foram na cidade de Feira de Santana e, nesta cidade pude receber meus dois prêmios. É na Feira que consigo desenvolver minhas atividades artísticas tendo que superar inúmeras dificuldades (normais) impostas por políticas anticulturais e por posturas que desagradam ao artista em todos os sentidos. Dizer que, "hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa" é uma das máximas que sigo para justificar meu empenho e satisfação em me chamar de artista plástico.

OBRA: SOBRE A MESA DE MARIA AMÉLIA

Na cerimônia tive também o prazer incomensurável de receber o certificado das mãos de um dos grandes mestres da educação, o Professor José Carlos Barreto, Reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana, donde tenho o maior apreço em dizer que já fui estudante e, dizer ainda que o Zé é um grande companheiro. Ter escutado dele, "esse é seu", foi como ter escutado que aquele prêmio teria de ser mesmo!!! Decorrido o evento, a satisfação é imensa, sinal de que o meu trabalha está rendendo frutos e, acima de tudo eu tenho uma obra para cuidar.